Milhares já sofrem com a cheia no Amazonas

Vinte municípios amazonenses já declararam situação de emergência e previsão é que 350 mil pessoas sejam afetadas em 2021

Milhares já sofrem com a cheia no Amazonas
Na foto acima, um homem espera por canoa em um bar alagado na entrada da comunidade Nossa senhora de Fátima, no Igarapé Tarumã Mirim, afluente do rio Negro, em Manaus (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

grande cheia do Amazonas já produz estragos para milhares de pessoas. Kerlen, mãe de duas crianças, saiu de sua casa em área alagada e teve de alugar outro imóvel. Bruno perdeu o cultivo de bananas e maracujás, enquanto a plantação de malva de Sidiney se encontra debaixo d’água. Mário viu no quintal cobras e poraquês (espécie de peixe-elétrico da Amazônia). E Marcilene avistou, dias atrás, um jacaré na porta de sua casa. Conforme os dias passam, mais as medições dos níveis dos rios sinalizam para uma enchente entre as maiores já registradas na história e cujos maiores impactos estão só por começar.

Em Manacapuru, município a 100 quilômetros da capital do Amazonas, o rio Solimões já apresenta o nível máximo observado na série histórica para os primeiros dias de maio. A cota de inundação severa (19,60 metros) foi atingida ainda em abril. No último dia 7, o nível batia a marca de 20,19 metros. O Sistema de Alerta Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) estima que a cota do nível do Solimões, naquele município, pode chegar a 20,80 metros neste ano, superando a maior marca já registrada: 20,78 metros, em 2015.

Na capital amazonense, a cota chegou a 29,52 metros nesta terça-feira (11), marca que coloca o rio Negro a 45 cm da cota máxima de 29,97 metros, atingida em 2012, ano da maior cheia em 109 anos (desde que a medição começou). Na mesma data, em 2012, a cota estava em 29,64 metros.

No último dia 30, o segundo Alerta de Cheia do CPRM, já havia apontado que o rio Negro pode superar essa marca chegando a 30 metros. Outros municípios que também estão com as cotas elevadas são Itacoatiara e Parintins, ambos à margem do rio Amazonas.

Kerlen de Castro, mãe de dois filhos pequenos, saiu da casa onde vive, no bairro Correnteza, e alugou outra em outro bairro para fugir das alagações (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

Kerlen de Castro, 22, precisou sair da casa onde vivia com os pais, no bairro Correnteza, e alugou outra em outro bairro de Manacapurupara fugir das alagações que começaram com a subida do rio Solimões. “Mudei por um tempo porque tenho medo. Tenho filhos pequenos e onde eu moro, fica muito fundo. Já está a mais de 4 metros. Um perigo para quem tem criança”, relatou à Amazônia Real.

A reportagem visitou, na semana passada, Manacapuru. No centro da cidade, pontes de madeira que foram construídas pela prefeitura para garantir o deslocamento de pedestres durante a enchente já estão ficando submersas. “A gente tem que ter um olho no peixe e outro no gato. Não pode ficar desatento, porque é perigoso para as crianças”, disse Karen Anne Oliveira, 28 anos. A jovem carregava a filha Melissa, de 5, pisando na água suja para conseguir acessar a ponte, o que, dias atrás, era possível de se fazer sem se molhar.

Em toda Manacapuru, muitos imóveis estão fechados e alguns com placa de vendas, principalmente na área alagada. Para a pesquisadora Luna Gripp, do CPRM, responsável pelo Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da Bacia do Amazonas, nem mesmo “a maior obra de engenharia do mundo” seria capaz de controlar as cheias. “Em Manacapuru são 100 milhões de litros de água por segundo. O que se pode fazer é mitigar minimamente os prejuízos até porque muitos estão adaptados a esse modo de vida”, explicou.

Luna alertou, contudo, que como a maioria dos amazonenses possui poços subterrâneos, a água fica contaminada durante e após as cheias. “É fundamental garantir o fornecimento de água potável. Mas sabemos que muita gente acaba voltando para essas localidades alagadas, não por opção, mas por falta dela”, disse a pesquisadora do CPRM.

350 mil atingidos

A Defesa Civil do Amazonas informou à Amazônia Real que trabalha com a previsão de 350 mil pessoas afetadas pela cheia em 2021, cujo pico está previsto para junho e julho. Mas até o momento cerca de 167,5 mil pessoas já foram afetadas no Amazonas.

O governo estadual só prevê oferecer o socorro do Auxílio Emergencial Enchente, de 300 reais, para aproximadamente 100 mil pessoas no Amazonas. O anúncio foi feito no último dia 6. Para os pequenos comerciantes será oferecido crédito emergencial e anistia de dívidas com a Agência de Fomentos do Amazonas. Já foram realizadas operações no valor de 4,9 milhões de reais.

Foram repassados aos municípios em situação de emergência cerca de 2,6 milhões de reais para a aplicação em ações de socorro. Também já foram enviadas mais de 250 toneladas de alimentos e gás de cozinha, galões de água mineral, kits de higiene, kits dormitórios, com colchões e redes, remédios, vacinas, kits de madeira, telhas e 18 mil litros de combustíveis. Nos municípios atingidos pelas cheias, já foram instalados 19 unidades de tratamento de água e 3 aparelhos purificadores de água.

Os municípios mais afetados, até agora, se encontram nas calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira. De acordo com o governo do Amazonas, essas localidades estão sendo atendidas por ajudas humanitárias, créditos disponibilizados e recursos enviados.

Segundo o boletim do Serviço Geológico do Brasil, o rio Madeira entrou no processo de vazante e começou a se  normalizar. Já o rio Purus, no Acre, está em processo de vazante. Mas a foz do Amazonas continua com nível bastante elevado para o período.

Vinte municípios já declararam situação de emergência no Amazonas: Anamã, Anori, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro da Várzea, Envira, Eirunepé, Ipixuna, Itamarati, Guajará, Juruá, Lábrea, Manacapuru, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, Pauini, Tapauá.  

Em Anamã, na confluência dos rios Purus e Solimões, já são 9.570 pessoas afetadas, segundo dados da Secretaria Executiva de Ações de Proteção e Defesa Civil do Amazonas. É um dos municípios que têm a situação mais crítica em todo Estado, com as águas cobrindo praticamente todos os imóveis, invadindo até mesmo o Hospital Francisco Sales de Moura.

Foi disponibilizada uma Balsa Hospitalar pelo governo do Amazonas, especialmente para a aplicação de vacinas contra a Covid-19. A estrutura conta ainda com serviços de urgência e emergência, sala de parto e alojamentos para as enfermarias, inclusive para pacientes com Covid-19.

Sete grandes cheias

A Rua Frei José dos Inocentes, no Centro de Manaus, já está alagando devido à subida acelerada do rio Negro (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

Este será o sétimo evento de cheias severas nos últimos dez anos (2012, 2013, 2014, 2015, 2017, 2019 e 2021) no Amazonas. Nas sete primeiras décadas do século passado, esse fenômeno costumava ocorrer a cada 20 anos.

Mesmo que o padrão de chuvas observado se mantenha dentro do esperado, segundo o CPRM, o fato de os níveis dos rios já estarem altos contribui para as altas probabilidades de cheia de grande magnitude nesses rios em 2021, um percentual de 56% para o rio Negro e de 54% para o Solimões.

“A gente sabe pelos inúmeros estudos já feitos que a seca severa e a cheia extrema geralmente estão associados a mudanças de temperatura superficiais das águas dos oceanos ao redor da Amazônia. O que não sabemos ainda é até que ponto o aquecimento dos oceanos é ocasionado por ação humana”, afirmou Jochen Schöngart.

Doutor em Ciências Florestais e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Schöngart refere-se ao Atlântico Tropical e ao Pacífico Equatorial, responsáveis pelos fenômenos climáticos El Niño e La Niña. Na última década, os dois fenômenos estiveram em tendências opostas, com o primeiro aquecendo e o segundo esfriando, segundo estudo realizado em 2018 em parceria com pesquisadores do Reino Unido e Chile.

Essa diferença nas temperaturas superficiais dos dois oceanos que circundam a Amazônia intensificou a grande circulação atmosférica Leste-Oeste, chamada de “Célula de Walker”, que resultou em mais nuvens e chuvas, segundo explicou o pesquisador do Inpa.

Mas o estudo levanta a hipótese de que o aquecimento global e o buraco na camada de ozônio, fenômenos associados à intensa ação humana, podem estar fazendo com que massas de vento do Hemisfério Sul se movam mais para o Sul do planeta. Essas massas têm favorecido que o vazamento de águas quentes do Oceano Índico que, depois de contornarem a parte sul do continente africano, consigam atingir a porção tropical do Oceano Atlântico.

“É como se tivesse aberto uma comporta do Oceano Índico para o Atlântico”, comparou Schöngart. “Você tem os três grandes oceanos do Globo formando essa tendência de aumento de cheias severas nesta região da Amazônia Central.”

As chuvas na bacia

Pontes de madeira foram construídas no Centro de Manacapuru, para garantir o deslocamento de pedestres durante a cheia (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

Nem todas as cheias estão relacionadas aos fenômenos La Niña e El Niño. Todas, no entanto, estão ligadas diretamente ao aumento de chuvas na região amazônica. “Quando aquece o planeta como um todo, a presença de mais água na atmosfera pode ocasionar o aumento de chuvas. O que não se sabe ainda é se esse aquecimento é uma causa exclusivamente antrópica [humana] ou ciclo natural da Terra, considerando um contexto mais geológico”, explicou a pesquisadora em geociências Luna Gripp, do CPRM.

“As grandes cheias do rio Negro estão associadas às chuvas na bacia. As últimas dez grandes cheias estiveram relacionadas com a grande anomalia de precipitação e não com a cheia do Solimões como se pensou durante muito tempo”, acrescentou o meteorologista do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Renato Senna.

As cheias nos dois maiores cursos d’água da bacia do Amazonas, o Negro e o Solimões, não necessariamente ocorrem simultaneamente, fato que este ano está sendo observado, de acordo com Senna. 

Por conta das dimensões continentais da Amazônia – praticamente 6 milhões de quilômetros quadrados –, o fenômeno da enchente ocorre no Estado todo e o que muda é o período, conforme o ciclo hídrico da bacia. Na região próxima ao Acre, nos municípios de Boca do Acre e Ipixuna, em fevereiro e março estava alagado, explicou o meteorologista.

“A chuva vem de baixo para cima: primeiro ocorre na região leste. Depois vem o Madeira, em março; agora em maio, junho e julho é o Negro e só depois o Solimões. Mas o estado é tão grande que dentro de um mesmo rio, como o Negro, ocorre comportamentos diferentes”, afirmou Senna.

Luna Gripp lembrou que o nível do Negro em São Gabriel da Cachoeira, a 853 quilômetros de Manaus, encontra-se muito elevado, acima do normal dentro da série histórica para o período. O rio nasce na Colômbia.

Na altura de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus, outro ponto de observação do CPRM, o rio Amazonas já atingiu 14,85 metros. A cota de inundação severa na região é de 14,20 metros, e o nível mais alto já registrado ocorreu em 2009, quando chegou a 16,04 metros. Quando o rio ultrapassa o que se estabelece como cota de inundação já está em perigo. Ao superar a chamada cota severa é o quando os estragos já são maiores e se declara o estado de emergência.

Plantações perdidas

Bruno Monteiro nasceu e vive na comunidade Pesqueiro I, na zona rural de Manacapuru.
(Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

O vigilante Mário Napoles, 57 anos, enfrentou a grande cheia de 2012 em Manaus. Ele decidiu se mudar da capital amazonense para uma casa no centro de Manacapuru há 6 anos. Na cheia deste ano, ele contou que já viu cobras e poraquês (peixe elétrico) nas proximidades de sua casa. “Este ano está muito alto [o rio]. A gente fica com dificuldade de locomover, mas aprende a conviver. É o único jeito. Espero só que não fique igual ou pior que 2012. Mas só Deus sabe”, disse. 

Bruno Monteiro, 32 anos, nasceu e vive na comunidade Pesqueiro I, na zona rural de Manacapuru. Neste ano, para ele que trabalha produzindo bananas e maracujás, as perdas foram grandes. “Atrapalhou demais a nossa economia. Na época da pandemia, ninguém vinha comprar com medo da doença. Agora a plantação se perdeu. Ano passado encheu, mas não alagou”, relatou.

Ele lembrou que a pandemia e a enchente também dificultavam a ida à cidade. “Eu já tive a pandemia [a Covid-19]. Senti falta de ar e deu pneumonia. Me tratei em casa. Eu também prefiro viver aqui. Na cidade tem muito barulho, só vamos lá para vender. Mas agora só quando a água baixar e a gente plantar tudo de novo. O que sobrou a gente só consegue aproveitar para nosso consumo”, completou.

Outra preocupação de Monteiro é a proximidade com que embarcações grandes passam na frente da comunidade. “Esses barcos a jato [embarcação veloz de passageiro] têm força para navegar no meio. Mas eles vêm aqui perto para não atrasar por conta da correnteza. Só que eles jogam muita água e a força arranca as tábuas da casa, molha tudo de pode até levar pro fundo”, criticou.  

Para Sidiney da Conceição, 59, que trabalha com pesca e roçado, a situação não é diferente. “Eu estou muito preocupado com tudo isso. Teve a pandemia que deixou a gente isolado e agora a cheia. Nossa plantação de malva foi para baixo d’água. Acho que perdemos 90% de tudo. O que salvamos está aqui. Mas ninguém assiste a gente. Ninguém vem aqui, mas 80% da renda da cidade é a gente da zona rural que produz”, disse.

Silas Rodrigues, 45, está desempregado e sem conseguir trabalho devido à pandemia da Covid-19. Sem dinheiro para o básico como o gás, ele aquece o café com restos de madeira, próximo a uma passagem construída para garantir o deslocamento em áreas alagadas no centro de Manacapuru. Ele vive com a esposa, cinco filhos, cunhado e uma nora em sua casa de madeira. Segundo ele, que está na cidade há cinco anos, para onde se mudou para trabalhar com roçado, essa é a maior enchente que ele já presenciou. “Me sinto totalmente isolado com tudo isso. Não consigo trabalho desde a pandemia. A gente corre atrás, mas ninguém vem até nós”, desabafou.

O risco da Covid-19

Marcilene Silva dos Santos e sua filha Ricarlen na frente casa de madeira onde moram no Igarapé do São Vicente, que termina no rio Negro, no centro de Manaus. (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

Em Manaus, Marcilene Silva dos Santos, 40 anos, e a filha Ricarlen, 9, moram em uma casa de madeira com tábuas soltas, no Igarapé do São Vicente, que termina no rio Negro, no centro da cidade. O pouco que ganha como ambulante, com a venda de churrasco e balas, Marcilene partilha com a distribuição de fraldas e leite que entrega em hospitais. Vestida de Palhaça Jujubinha, ela leva donativos e alegria às crianças internadas.

Com a pandemia de Covid-19 e a enchente, seu trabalho tornou-se complicado, elevando as dificuldades financeiras. Além da filha mais nova, Marcilene tem outras duas filhas e uma delas está grávida. Ela revelou que, desde o início da enchente, enfrenta dificuldade para dormir.

“Um dia encontramos um jacaré de 2,5 metros dentro de casa”, afirmou. A casa está sustentada por uma das pontes construídas pela Prefeitura, mas já ameaça ficar submersa. No entorno, a vegetação que cresce em meio à inundação atrai bichos e a presença de ratos no local é frequente.

Para o pesquisador Jochen Schöngart, do Inpa, a cheia pode afetar a pandemia do novo coronavírus. “A necessidade de abandonar as moradias alagadas em zonas urbanas e regiões rurais afetadas pode contribuir para um aumento de infecção por SARS-CoV-2 e da variante P.1”, alertou o pesquisador em entrevista ao site do Inpa no mês de abril

Desigualdade

O professor Juscelino Rodrigues no barco com familiares, na Costa do Marrecão, zona rural de Manacapuru. (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

Não faltam planos e propostas da sociedade civil, de organizações não governamentais e construídas por meio de Fóruns, como o Brasileiro de Mudanças Climáticas, para mitigar as consequências das mudanças climáticas; o que falta ao Brasil é um governo. Essa é a opinião do secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.

“O Brasil teria que fazer dois trabalhos. Ajudar a resolver o problema da mitigação, de emitir menos gases de efeito estufa, que estão relacionados ao desmatamento e à agropecuária. A outra coisa, que diz respeito às cheias, é a adaptação. Vai existir mudança de clima e o que precisamos é saber o que fazer para ela ser menos ruim ou catastrófica e algumas áreas precisarão ser adaptadas com áreas que são alagadas e de habitação frágil que tendem a ficar muito piores”, explicou.

Segundo Astrini, novamente os efeitos das mudanças climáticas serão sentidos de forma desigual. “Essa questão do clima chega às populações mais pobres de maneira totalmente desproporcional. A população que já sofre com outras desigualdades é a que mais vai sofrer com aumento de temperatura e cheia que eleva o caso de doenças como chikungunya, leishmaniose”, afirmou.

Prejuízos econômicos

Sidiney da Conceição trabalha com pesca e roçado. Com acheia, a situação ficou difícil devido às perdas (Foto: Raphael Alves/Amazônia Real)

Jochen Schöngart pesquisa e monitora o comportamento das bacias amazônicas nos períodos de cheia e seca há vários anos. Ele lembra que as atividades econômicas das populações ribeirinhas seguem o ritmo das águas, mas mudanças muito drásticas no regime pluvial obriga os governantes a adotarem outras políticas públicas, como moradias em áreas alagáveis e manejos de pesca, agricultura, pecuária para as áreas de várzea.

Schöngart aponta como exemplo municípios como Anamã e Careiro da Várzea, a 225 e 29 quilômetros de Manaus, respectivamente, sete vezes inundados nos últimos dez anos. “Até que ponto vale a pena manter esses municípios nessas localidades ou fazer a conta dos prejuízos nessa série de cheias severas? Não seria mais apto se pensar em reconstruir esses municípios em terrenos mais seguros?”, defendeu, referindo-se sobretudo à Anamã. Esse tipo de proposta não é nova, e já foi cogitada na cheia de 2012, mas descartada pelo poder público local e pela população.

Jochen Schöngart durante palestra sobre a cheia (Foto:CimoneBarros/INPA)

Por: Steffanie Schmidt e Raphael Alves
Fonte: Amazônia Real