Mourão decide retirar militares da Amazônia e por fim na Operação Verde Brasil 2

Depois de quase um ano, Garantia da Lei e da Ordem vai durar até 30 de abril; fiscalização na Amazônia prossegue nas mãos dos agentes do Ibama, ICMBio, Polícia Federal e Rodoviária

A Operação Verde Brasil 2 foi deflagrada em 11 de maio de 2020 para o combate aos focos de incêndio, desmatamento e garimpo ilegal

O vice-presidente, Hamilton Mourão, confirmou nesta quarta-feira (10), o fim da chamada Operação Verde Brasil 2, depois de quase um ano de integrantes das Forças Armadas atuando no combate ao desmatamento na Amazônia. A ação dos militares se encerra no dia 30 de abril.

Mourão disse durante reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), da qual é presidente, que no lugar da Verde Brasil 2, o conselho passa a trabalhar sobre o “Plano Amazônia 21/22”, que terá a “colaboração das agências de fiscalização dos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Agricultura e Gabinete de Segurança Institucional (GSI)”.

Os militares sairão de cena, a fiscalização e o trabalho na floresta vai voltar a ser exercida prioritariamente pelos agentes do Ibama, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Polícia Federal e Rodoviária.

O “Plano Amazônia 21/22” terá, segundo o governo, “quatro eixos de atuação”, para continuidade de ações de fiscalização e combate aos crimes ambientais e fundiários, como desmatamento ilegal e as queimadas na Amazônia. O plano trata de “priorização de áreas onde a ocorrência da ilicitude pode impactar de maneira mais decisiva os resultados da gestão ambiental; aumento da efetividade da fiscalização e o fortalecimento dos órgãos; contenção dos ilícitos em conformidade com a lei; e disponibilização de alternativas socioeconômicas à população dentro do princípio do desenvolvimento sustentável”.

De acordo com Mourão, ao longo de toda a operação realizada desde maio do ano passado, foram levantados 11 municípios do País que mais desmatam e o trabalho de fiscalização dos órgãos federais, neste ano, deverá se concentrar nessas áreas.

“Nós levantamos que 70% do desmatamento e dos crimes ambientais, vamos colocar assim, ocorrem em 11 municípios. Sete estão localizados no Pará, um em Rondônia, dois no Amazonas e um no Mato Grosso. Foram elencados como as áreas prioritárias. Esse foi o eixo principal que norteou nosso Plano Amazônia”, comentou Mourão.

Segundo ele, nessas localidades que há uma maior acumulação de pessoas e, portanto, de desmatamento, se houver uma concentração dos esforços iremos alcançar “condições de obter uma redução significativa desses crimes ambientais”.

Fonte: Amazônia.org.br

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