Os novos Sítios Ramsar amazônicos

A Lista de Ramsar é um dos instrumentos adotados pela Convenção de Ramsar para alcançar seu objetivo de promover a cooperação entre países na conservação e no uso racional das zonas úmidas no mundo. Em 2018 o maior Sítio Ramsar do mundo foi designado no Brasil, o mosaico do Rio Negro, integrado por 17 unidades de conservação, federais, estaduais e municipais e oito terras indígenas. Já o sítio dos Manguezais da Foz do Amazonas é formado por 23 Ucs federais e estaduais; o Sítio Regional do Rio Juruá, no Amazonas, abrangendo três unidades de conservação, além da Terra Indígena Deni; e o Sítio de Taiamã no pantanal mato-grossense, importante área para aves limícolas abrangendo a Estação Ecológica de Taiamã.

A inovação do formato de sítios regionais e mosaicos, sobretudo na região amazônica buscam garantir a maior conectividade entre várias unidades de conservação e terras indígenas. Mais do que simplesmente um “selo de reconhecimento internacional” pela relevância dessas áreas, a designação de Sítios Ramsar deve ser utilizada como ferramenta complementar na gestão de áreas tão importantes para a conservação da biodiversidade, garantindo o envolvimento de comunidades rurais e urbanas, buscando o uso racional de recursos.

Maria Raquel Carvalho, bióloga, foi Ponto Focal Técnico da Convenção de Ramsar no Brasil 2010-2011. Hoje trabalha com projeto de conservação de aves limícolas na SAVE Brasil.

Fonte: Amazônia.org