Quatro meses após ser criado, Sistema Nacional de Meteorologia é suspenso pelo governo

Fim do sistema, que reunia o trabalho dos três principais institutos da área, ocorre durante pior crise hídrica da história

Pouco mais de quatro meses após ser criado, o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) teve as operações suspensas pelo governo federal. O fim das atividades do órgão, que reunia os trabalhos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ocorre no momento em que o país vive a pior crise hídrica da história.

De acordo com informações obtidas pelo Estadão, o fim do trabalho conjunto dos três principais institutos da área foi determinado pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. No lugar, a Secretaria Especial tenta colocar uma comissão criada há 18 anos, que nunca chegou a entrar em operação: a Comissão de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia.

Em maio passado, logo após ser criado, o SNM emitiu seu primeiro alerta de emergência hídrica, chamando atenção para um cenário de racionamento de energia, apagões e danos para a agricultura nos meses seguintes.

Após esse alerta em maio, representantes do Sistema foram incluídos em reuniões e discussões na Casa Civil da Presidência da República sobre as emergências hidrológica e energética.

O governo ainda não informou o motivo da suspensão do SNM. Segundo o Ministério da Agricultura, o assunto está sendo tratado internamente pela Casa Civil. A pasta garantiu, no entanto, que a cooperação entre Inmet, INPE e Censipam continua.

Com o SNM suspenso, os alertas hídricos voltaram a ser divulgados pelo Inmet.

Por: Cristiane Prizibisczki
Fonte: O Eco