Três acusados de assassinar casal de extrativistas vão a júri popular

José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram mortos em maio do ano passado

O juiz Murilo Lemos Simão, da Comarca de Marabá, pronunciou, ontem, os réus José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento pelo duplo homicídio contra o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, praticado no dia 24 de maio de 2011, na zona rural do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará. As informações estão no site do Tribunal de Justiça do Estado. Ao trafegar em uma motocicleta, os extrativistas foram alvejados por tiros de cartucheira, disparados por dois pistoleiros escondidos na mata. Já caído no chão, José Cláudio ainda teve a orelha cortada – nesse momento, ele ainda estava vivo.

Os acusados serão levados a júri popular pelo duplo homicídio, com os agravantes de terem cometido o crime por motivo torpe, impossibilitando a defesa das vítimas e por terem utilizado meio cruel. Conforme os autos dos processos, o crime foi motivado por disputa de terra. O acusado José Rodrigues havia adquirido dois lotes de terra na área do projeto extrativista, mas um dos lotes estava ocupado por pessoas que contavam com o apoio do casal. Por isso, os extrativistas passaram a receber ameaças de José Rodrigues que, segundo a sentença de pronúncia do juiz, “planejou, organizou e financiou o duplo homicídio”, sendo seu irmão, Lindonjonson Silva Rocha, um dos executores do crime.

Uma máscara de mergulho, provavelmente utilizada por um dos criminosos, foi encontrada na cena do crime por peritos. E, no decorrer das investigações, constatou-se que na casa de José Rodrigues havia uma balsa e equipamentos de mergulho. Na investigação, a autoridade policial descartou a participação de fazendeiros ou madeireiros no crime. Apurou-se que José Cláudio vinha recebendo ameaças do acusado José Rodrigues, pois ele tinha adquirido dois lotes de terra na área do projeto extrativista, porém, um deles estava ocupado por pessoas apoiadas pelas vítimas, sendo que José Rodrigues tentou, sem êxito, desocupar a área invadida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *